Óbidos

A vila de Óbidos, considerada como um dos locais mais bonitos de Portugal, situa-se na encosta de um monte escarpado, na margem direita do rio Arnóia e próxima da Serra dos Candeeiros. Apresenta vestígios de presença humana desde o paleolítico Inferior, o período mais antigo da período da história humana, ocorrido entre há 3 milhões de anos, até há 250 mil anos.

Óbidos desenvolveu-se originalmente, dentro de muralhas, sendo que presentemente, uma parte da cidade, encontra-se entre as mesmas muralhas e outra parte da cidade, encontra-se fora das muralhas.

Devido à sua localização privilegiada junto ao mar, em que os braços da Lagoa de Óbidos, chegavam ao morro, as terras de Òbidos, desde sempre foram habitadas, o que se confirma pela estação do Paleolítico Inferior do Outeiro da Assenta, que fica á direita da estrada entre óbidos e a Lagoa de Óbidos.

Sabe-se que em Óbidos comerciaram os fenícios, e que os Romanos se estabeleceram, sendo provável que a torre do Facho, no limite Sul das muralhas do Castelo de Óbidos, tenha tido a sua origem numa torre de atalaia de construção romana, como posto avançado da cidade de Eburobrittium, descrita por Plínio o Velho, (Escritor romano do Século I), como tendo existido entre Leiria e Lisboa.

No entanto, a localização era desconhecida. Em 1994 aquando dos trabalhos de construção do IP6 e do IC1, foram descobertos vestígios arqueológicos de uma cidade na região que aponta ser a cidade romana de Eburobrittium.

A presença portuguesa em Òbidos, inicia-se em 11 de Janeiro de 1148, quando o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, apoiado pelo comandante militar Gonçalo Mendes da Maia, tomou Óbidos aos árabes, após o cerco de Novembro de 1147.

D. Afonso Henriques, ordenou a construção do Cruzeiro da Memória, um monumento, em comemoração da tomada de Óbidos aos mouros e que assinala o local onde o monarca estabeleceu acampamento antes de conquistar a Vila, sendo que posteriormente, o monumento, foi restaurado.

Em 1195, Óbidos, recebeu a sua carta de Foral, através do rei D. Sancho I e em 1210, D. Afonso II, doou a vila de Óbidos à rainha D. Urraca. Posteriormente, como prenda de casamento, o rei D. Dinis, ofereceu Óbidos à sua esposa, D. Isabel, tendo a Vila ficado a pertencer à Casa das Rainhas, que se viria a extinguir em 1834. Ao longo do respectivo período de tempo, a maioria dhttp://www.dreamstime.com/-image26824740as rainhas de Portugal passaram por Óbidos , deixando grandes benefícios.

No reinado do rei D. Dinis, (1279-1325) Óbidos cresceu para fora das muralhas,  ocupando o espaço em torno da igreja de São Pedro. Em 1513, com a implementação de uma reforma administrativa, D. Manuel I, concedeu a Óbidos um novo Foral, tendo sido esta época muito intensa em requalificações urbanas.

Por volta de 1570, D. Catarina de Aústria, mandou construir o Aqueduto de Óbidos, classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1962, bem como os chafarizes de Óbidos.

O terramoto de 1755 fez sentir-se com intensidade na Vila, derrubando partes da muralha, alguns templos e edifícios, alterando algumas características do traçado e do casco árabe e medieval. Óbidos foi também palco das lutas da Guerra Peninsular, desencadeada entre 1807 e 1814, tendo-se desenrolado a grande batalha da Roliça, travada em 1808, no âmbito da Guerra Peninsular, entre as forças anglo-lusas comandadas pelo Tenente-General Sir Arthur Wellesley e as forças francesas comandadas pelo general de Divisão Henri-François Delaborde.

Na década de 30 do Século XX, dá-se a reinvenção do Castelo de Óbidos, por acção da então, DGEMN, (Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais), que visava reverter o conjunto à sua imagem medieval, todos os parapeitos foram dotados de ameias, bem como se reedificaram torres e troços que, entretanto, haviam sido destruídos.

Em finais da década de 40, construiu-se a pousada, no local do antigo paço, e toda a vila foi dotada de uma homogeneidade estética que passou pelo revestimento de cal das fachadas e pelo pavimento uniforme de todas as ruas.

Óbidos, serviu igualmente como o palco da reunião preparatória da Revolta do 25 de Abril de 1974, ficando como tal, ligada ao respectivo movimento dos capitães.

Em 2007, o Castelo de Óbidos recebeu a classificação de uma das “7 Maravilhas de Portugal” da organização com o mesmo nome, que teve como objectivo, eleger os sete monumentos mais relevantes do património arquitetónico português. Em 2015, Óbidos integrou a rede de cidades criativas da UNESCO, tendo sido distinguida na categoria de “vila literária”.

Óbidos, foi também o local onde viveu Josefa D` Óbidos, a mais conhecida pintora do estilo barroco português, que após ter nascido em Sevilha, em Fevereiro de 1630, veio para òbidos, em 1640, juntamente com o seu pai, Baltazar Gomes Figueira, um pintor português e com a sua mãe, a espanhola Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero.

http://www.cm-obidos.pt/

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