{"id":10673,"date":"2011-06-03T05:30:43","date_gmt":"2011-06-03T05:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portugalvia.com\/?p=10673"},"modified":"2011-11-15T17:59:41","modified_gmt":"2011-11-15T17:59:41","slug":"grutas-de-mira-daire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/grutas-de-mira-daire\/","title":{"rendered":"Grutas de Mira de Aire"},"content":{"rendered":"<p>As Grutas de Mira de Aire, localizadas na freguesia de Mira de Aire,\u00a0concelho de Porto de M\u00f3s, na \u00e1rea protegida do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, foram descobertas em 1947, quando os primeiros homens, habitantes da Vila de Mira de Aire, que procuravam \u00e1gua, entraram nas grutas, permitindo a explora\u00e7\u00e3o posterior da nova descoberta, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. As Grutas de Mira de Aire, s\u00e3o as maiores\u00a0 grutas de Portugal.<\/p>\n<p>As Grutas s\u00e3o constitu\u00eddas pela Gruta Moinhos Velhos, a Gruta da Pena e a Gruta da Contenda, integrando um grande sistema de galerias com mais de 11 quil\u00f3metros de extens\u00e3o, de grande beleza natural.<\/p>\n<p>No local onde se situam as Grutas de Mira de Aire, existiram alguns moinhos de vento, dos quais, se sabe muito pouco. Quando as Grutas de Mira de Aire, foram descobertas, j\u00e1 o local se chamava de &#8220;Moinhos Velhos&#8221;, devido ao adiantado estado de envelhecimento que apresentavam.<\/p>\n<p>A sua estrutura, apresenta uma configura\u00e7\u00e3o do tipo galeria\/sala\/po\u00e7o, onde se real\u00e7a os efeitos de luz que fazem sobressair as formas moldadas em estalagmites (forma\u00e7\u00f5es que crescem a partir do ch\u00e3o de uma <a title=\"Gruta\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gruta\">gruta<\/a>) e estalactites (<a title=\"Rocha\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rocha\">forma\u00e7\u00f5es rochosas<\/a> sedimentares que se originam no tecto de uma gruta) das grutas, sendo que a sua forma\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0 eros\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es tect\u00f3nicas.<\/p>\n<p>Nas Grutas, existem lagos subterr\u00e2neos e salas com belas forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias, sendo que disp\u00f5e igualmente de dois elevadores e 110 metros de profundidade. Na mesma, encontra-se um Grande Lago, formado pelo Rio Negro, curso de \u00e1gua subterr\u00e2neo, que no Inverno, forma o Lago.<\/p>\n<p>As Grutas, apresentam um sistema de ilumina\u00e7\u00e3o e de som pr\u00f3prio do ambiente em que se inserem, oferecendo uma rota pelas estalactites, por entre salas, galerias e cursos de \u00e1gua, como a Sala Vermelha, a Sala Grande, a Joalharia, a C\u00fapula majestosa, a Galeria, o Rio Negro e o Grande Lago.<\/p>\n<p>No Grande Lago, existem diversas forma\u00e7\u00f5es com nomes como a Alforreca, os Pequenos Lagos, o Marciano, a Boca do Inferno, e o Org\u00e3o. No final, observa-se ainda o grande espect\u00e1culo final da \u00c1gua, da luz e do som.<\/p>\n<p>Apesar de terem sido descobertas em 1947, as Grutas de Mira de Aire, encontram-se abertas ao p\u00fablico, somente desde 11 de Agosto de 1974. Desde a sua descoberta, foram organizadas equipas de espele\u00f3logos, que passaram a visitar as novas grutas, tendo-se dado um processo de divulga\u00e7\u00e3o das grutas, ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Com a crescente dinamiza\u00e7\u00e3o do processo de divulga\u00e7\u00e3o das grutas ao p\u00fablico, numa primeira fase, foram projectados e constru\u00eddos centenas de metros de estrados e de escadas de madeira, desde a entrada, at\u00e9 perto do Sif\u00e3o das areias. Na d\u00e9cada de 70, constituiu-se a Sociedade que efectuou a sua explora\u00e7\u00e3o, desde a Sala Grande at\u00e9 \u00e0s partes principais da Galeria Grande, com vista ao novo aproveitamento tur\u00edstico da gruta.<\/p>\n<p>Em 2007, uma expedi\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Espeleologia entrou na Galeria do Rio Negro, aproveitando a baixa do n\u00edvel das \u00e1guas, e consegiu acrescentar mais de 1Km de novas galerias que se dirigem ao interior do Planalto de S\u00e3o Mamede ao tra\u00e7ado total da Gruta.<\/p>\n<p>As Grutas de Mira D`Aire, inserem-se \u00a0na regi\u00e3o central de Portugal entre Rio Maior, Alcoba\u00e7a, Porto de M\u00f3s, Batalha, Leiria, Our\u00e9m, Torres Novas e Alcanena, ocupada, por serras calc\u00e1rias, que constituem o maci\u00e7o calc\u00e1rio estremenho, fazendo parte do mesmo, duas serras principais, a de Aire e dos Candeeiros.<\/p>\n<p>Esta regi\u00e3o \u00e9 caracterizada por n\u00e3o ser atravessada por nenhum rio, uma vez que a \u00e1gua das chuvas se infiltra quase completamente nas fendas da rocha em vez de escorrer pelas vertentes e originarem rios.<\/p>\n<p>Nas zonas calc\u00e1rias quando chove a \u00e1gua, espalha-se nos terrenos em todas as direc\u00e7\u00f5es, pelos declives que vai encontrando, e escoa pelas fendas encontradas no calc\u00e1rio, aumentando-as quer pela eros\u00e3o mec\u00e2nica natural, quer pela reac\u00e7\u00e3o qu\u00edmica causada pela presen\u00e7a de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das outras rochas, o calc\u00e1rio \u00e9 dissolvido pela \u00e1gua, que \u00a0esculpe forma\u00e7\u00f5es desde simples rendilhado, pequenas pias, marmitas e cristas agu\u00e7adas at\u00e9 aos maiores pedestrais, denominados l\u00e1pi\u00e1s pelos estudiosos destas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao penetrar nas pequenas fissuras de rocha, a \u00e1gua alarga-as por dissolu\u00e7\u00e3o e transforma-as em grandes corredores ou em po\u00e7os naturais que, na regi\u00e3o t\u00eam o nome de algares.<\/p>\n<p>As estalacites das Grutas, formam-se a partir de uma reac\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, constitu\u00edda pela forma\u00e7\u00e3o de carbonato de c\u00e1lcio que, sendo insol\u00favel, fica suspenso dos tectos sob formas s\u00f3lidas coniformes de v\u00e9rtice para baixo, pela qual v\u00e3o &#8220;crescendo&#8221; lentamente ao longo dos s\u00e9culos. As estalagmites das Grutas, formam-se a partir de uma cad\u00eancia regular de gotas,\u00a0 em virtude de uma permeabiliza\u00e7\u00e3o mais intensa dos tectos, fazendo com que as forma\u00e7\u00f5es cres\u00e7am a partir do ch\u00e3o.<\/p>\n<p>As grutas encontram-se classificadas como Im\u00f3vel de Interesse P\u00fablico desde 1955 e como s\u00edtio RAMSAR (CONSERVA\u00c7\u00c3O E USO RACIONAL DE ZONAS \u00daMIDAS) desde 2006. Em 2010, foram classificadas como uma das \u201c7 Maravilhas Naturais de Portugal.\u201d, pela organiza\u00e7\u00e3o com o mesmo nome.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.grutasmiradaire.com\"><span style=\"color: #008080;\">http:\/\/www.grutasmiradaire.com<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Grutas de Mira de Aire, localizadas na freguesia de Mira de Aire,\u00a0concelho de Porto de M\u00f3s, na \u00e1rea protegida do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, foram descobertas em 1947, quando os primeiros homens, habitantes da Vila de Mira de Aire, que procuravam \u00e1gua, entraram nas grutas, permitindo a explora\u00e7\u00e3o posterior da nova descoberta, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. As Grutas de Mira de Aire, s\u00e3o as maiores\u00a0 grutas de Portugal. 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