{"id":11152,"date":"2011-06-11T21:46:02","date_gmt":"2011-06-11T21:46:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portugalvia.com\/?p=11152"},"modified":"2017-02-26T03:16:38","modified_gmt":"2017-02-26T03:16:38","slug":"mosteiro-da-batalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/mosteiro-da-batalha\/","title":{"rendered":"Mosteiro da Batalha"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Mosteiro-da-Batalha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11357\" title=\"Mosteiro da Batalha\" src=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Mosteiro-da-Batalha-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Mosteiro-da-Batalha-300x200.jpg 300w, https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Mosteiro-da-Batalha.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Mosteiro de Santa Maria da Vit\u00f3ria, tamb\u00e9m designado por Mosteiro da Batalha, \u00e9 uma das mais belas obras da arquitectura portuguesa e europeia, tendo a sua localiza\u00e7\u00e3o na vila da Batalha.<\/p>\n<p>Este conjunto arquitect\u00f3nico, constru\u00eddo de 1386 a 1517, \u00e9\u00a0 uma obra resultante do cumprimento de uma promessa realizada pelo rei D. Jo\u00e3o I, em agradecimento pela vit\u00f3ria alcan\u00e7ada na Batalha de Aljusbarrota, travada a 14 de Agosto de 1385, com Castela, que lhe assegurou o trono e garantiu a independ\u00eancia de Portugal, tendo o Mosteiro se tornado num s\u00edmbolo da nova dinastia, ent\u00e3o constitu\u00edda.<\/p>\n<p>O \u00a0vasto conjunto mon\u00e1stico, apresenta actualmente uma igreja, dois claustros ( D. Jo\u00e3o I e D. Afonso V) com depend\u00eancias anexas e dois pante\u00f5es reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas, sendo o mais significativo edif\u00edcio do estilo g\u00f3tico portugu\u00eas e um exemplo da evolu\u00e7\u00e3o da arquitectura medieval at\u00e9 ao in\u00edcio do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>No Mosteiro da Batalha, encontra-se igualmente o mais importante n\u00facleo de vitrais medievais portugueses, vis\u00edveis na Capela-Mor e na Sala do Cap\u00edtulo, sendo que o Mosteiro alberga tamb\u00e9m o arquivo e o esp\u00f3lio da oficina do vitralista Ricardo Leone, (1905-1971) ao qual, se deveu a iniciativa de restaura\u00e7\u00e3o da Sala do Cap\u00edtulo, na d\u00e9cada de 30 do S\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>De acordo com o conhecimento que se tem, o Mosteiro da Batalha, foi o primeiro edif\u00edcio portugu\u00eas a receber a distin\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o de vitrais, tendo sido igualmente o centro portugu\u00eas de cria\u00e7\u00e3o de vitral, nos s\u00e9culos XV e XVI, onde se instalou a maior parte dos praticantes da arte do vitralismo.<\/p>\n<p>Ao projecto inicial de constru\u00e7\u00e3o do Mosteiro, foram introduzidos v\u00e1rios acrescentos, tendo as respectivas obras de constru\u00e7\u00e3o e de restauro, \u00a0prolongando-se por mais de 150 anos, atrav\u00e9s de v\u00e1rias fases. A respectiva dura\u00e7\u00e3o justifica a exist\u00eancia, nas suas caracter\u00edsticas art\u00edsticas, de solu\u00e7\u00f5es g\u00f3ticas predominantes manuelinas e um breve apontamento renascentista.<\/p>\n<p>As obras de constru\u00e7\u00e3o do Mosteiro, iniciaram-se no ano seguinte \u00e0 Batalha de Aljusbarrota, sob a direc\u00e7\u00e3o do arquitecto portugu\u00eas Afonso Domingues, sendo que da respectiva fase, resultou grande parte das estruturas da Igreja e duas alas do Claustro de D. Jo\u00e3o I.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o inicio da sua constru\u00e7\u00e3o, o projecto sofreu, em 1402, uma mudan\u00e7a radical, tendo a direc\u00e7\u00e3o das obras sido assumida pelo arquitecto estrangeiro Huguet, provavelmente catal\u00e3o, que dotou o Mosteiro da Batalha de uma matriz g\u00f3tica flamejante.<\/p>\n<p>Ao respectivo per\u00edodo, correspondeu o abobadamento dos espa\u00e7os da Igreja e da Sala do Cap\u00edtulo, a constru\u00e7\u00e3o da Capela do Fundador e, ainda, o in\u00edcio das obras das Capelas Imperfeitas. Em meados do s\u00e9culo XV, no reinado de D. Afonso V, foi constru\u00eddo o Claustro de D. Afonso V, obra do arquitecto portugu\u00eas Fern\u00e3o de \u00c9vora, e que se filia no G\u00f3tico afonsino, corrente que rejeita a exuber\u00e2ncia do estilo flamejante em benef\u00edcio de linhas simples e austeras.<\/p>\n<p>No reinado de D. Manuel I (1495-1521), fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, projecto que se prolongou at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo XVI, com a inclus\u00e3o de elementos renascentistas, e que foi posteriormente abruptamente abandonado pelas solicita\u00e7\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o de outros monumentos em Portugal, designadamente o Mosteiro dos Jer\u00f3nimos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um longo interregno, o Mosteiro da Batalha viria a ser objecto de novas obras de restauro, a partir de 1840, a cargo de Luis Mouzinho de Albuquerque, nomeado por D. Fernando II. \u00a0Durante mais de cinquenta anos, o Mosteiro foi sistem\u00e1ticamente restaurado segundo crit\u00e9rios de retorno for\u00e7ado \u00e0 tra\u00e7a medieval.<\/p>\n<p>Do conjunto mon\u00e1stico do Mosteiro da Batalha integrava igualmente um terceiro claustro, constru\u00eddo no reinado de D. Jo\u00e3o III (1521-1557) ligado, no lado este, ao claustro de D. Afonso V e que se caracterizava por um vasto conjunto de depend\u00eancias, reclamadas pelos frades.<\/p>\n<p>No entanto, o respectivo claustro foi incendiado pelas tropas francesas em 1810, tendo sido completamente demolido no s\u00e9culo XIX, nas campanhas de restauro do monumento, tendo muita da sua pedra sido utilizada na constru\u00e7\u00e3o da Ponte da Boutaca, obra de arte neo-g\u00f3tica, localizada a poente do Mosteiro.<\/p>\n<p>O Mosteiro pertenceu, durante v\u00e1rios anos, \u00e0 ordem de S\u00e3o Domingos, por doa\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o I, ocorrida em 1388, tendo permanecido na mesma ordem at\u00e9 1834, com a extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas, por Mouzinho da Silveira. Posteriormente, o monumento foi incorporado na Fazenda P\u00fablica, tendo esta na depend\u00eancia do ex-IGESPAR, e presentemente, na depend\u00eancia da Direc\u00e7\u00e3o Geral do Patrim\u00f3nio Cultural, sendo um espa\u00e7o cultural e tur\u00edstico, aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>O Mosteiro da Batalha \u00e9 considerado um Monumento Nacional, que integra desde 1983, a Lista do Patrim\u00f3nio da Humanidade definido pela UNESCO. Em 2007, o Mosteiro da Batalha foi considerado como uma das \u201c 7 Maravilhas de Portugal\u201d, pela organiza\u00e7\u00e3o com o mesmo nome.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mosteirobatalha.pt\"><span style=\"color: #008080;\">http:\/\/www.mosteirobatalha.pt<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mosteiro de Santa Maria da Vit\u00f3ria, tamb\u00e9m designado por Mosteiro da Batalha, \u00e9 uma das mais belas obras da arquitectura portuguesa e europeia, tendo a sua localiza\u00e7\u00e3o na vila da Batalha. 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