{"id":6212,"date":"2011-04-30T20:31:13","date_gmt":"2011-04-30T20:31:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portugalvia.com\/?p=6212"},"modified":"2011-12-31T03:22:24","modified_gmt":"2011-12-31T03:22:24","slug":"conimbriga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/conimbriga\/","title":{"rendered":"Con\u00edmbriga"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Conimbriga1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11688\" title=\"Conimbriga\" src=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Conimbriga1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Conimbriga1-300x200.jpg 300w, https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Conimbriga1.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Con\u00edmbriga constitui-se como um dos maiores complexos de ru\u00ednas romanas de Portugal, situada nas proximidades da vila de Condeixa-a-Nova, tendo sido igualmente um antigo aglomerado populacional do Neol\u00edtico, habitado na Idade do Ferro, antes de ser conquistada e romanizada, no s\u00e9culo I a. c.<\/p>\n<p>Os vest\u00edgios materiais encontrados na esta\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, provam a sua origem pr\u00e9-romana, assim como a presen\u00e7a celta, confirmada pela origem celta do seu top\u00f3nimo, \u00a0que significa &#8220;lugar alto e rochoso&#8221; e &#8220;lugar fortificado&#8221;.<\/p>\n<p>O agregado urbano de Con\u00edmbriga integrou a circunscri\u00e7\u00e3o administrativa da Lusit\u00e2nia, que se localizava entre os rios Douro e o Guadiana e que inclu\u00eda aproximadamente todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas actual, a sul do Rio Douro, a Extremadura espanhola e parte da prov\u00edncia de Salamanca, onde viviam os povos lusitanos, desde o Neol\u00edtico. Con\u00edmbriga encontrava-se no centro da via que ligava <em>Bracara Augusta<\/em> (Braga) a <em>Olisipo<\/em> (Lisboa).<\/p>\n<p>Quando os romanos chegaram a esta regi\u00e3o, na segunda metade do s\u00e9c. I a.c., Con\u00edmbriga era um povoado florescente. Devido \u00e0 paz estabelecida na Lusit\u00e2nia, decorreu-se uma r\u00e1pida romaniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o local, tendo-se Con\u00edmbriga tornado numa cidade desenvolvida e pr\u00f3spera, com belas casas, termas p\u00fablicas e um <em>F\u00f3rum,<\/em> durante a ocupa\u00e7\u00e3o romana.<\/p>\n<p>No entanto, posteriormente, no seguimento da crise pol\u00edtica e administrativa ocorrida no Imp\u00e9rio romano, Con\u00edmbriga sofreu as consequ\u00eancias das invas\u00f5es b\u00e1rbaras, tendo em 465 e em 468, os Suevos capturado e saqueado parcialmente a cidade, levando a\u00a0 que fosse abandonada progressivamente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um longo per\u00edodo de tempo, tendo estado esquecida, Con\u00edmbriga voltou a \u201creaparecer\u201d em\u00a0 finais do s\u00e9culo XIX, devido \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica \u00a0efectuada.<\/p>\n<p>As ru\u00ednas romanas de Con\u00edmbriga s\u00e3o conhecidas pelas suas casas, jardins e mosaicos policromos, al\u00e9m da muralha de grandes dimens\u00f5es, das suas termas e dos restos do seu <em>F\u00f3rum<\/em>. Existem tamb\u00e9m as muralhas da cidade, os mosaicos, exemplares extraordin\u00e1rios de sistemas modernos fluviais, os banhos termais, bem como v\u00e1rios edif\u00edcios.<\/p>\n<p>Na ru\u00ednas de Conimbriga, existe igualmente o Anfiteatro, que n\u00e3o se encontra vis\u00edvel para os visitantes, tendo sido um grande monumento p\u00fablico, destru\u00eddo no final do S\u00e9culo III ou in\u00edcios do S\u00e9culo IV, quando se construiu a muralha baixo-imperial, para a qual serviu de fonte de materiais.<\/p>\n<p>O edif\u00edcio do Anfiteatro, com a dimens\u00e3o de 90 x 60 metros e com a capacidade de albergar mais de quatro mil espectadores, foi constru\u00eddo no final da dinastia j\u00falio-claudiana do Imp\u00e9rio Romano, aproveitando um canh\u00e3o natural que circundava a cidade pelo Norte. \u00a0\u00c8 um dos monumentos em melhor estado de conserva\u00e7\u00e3o, uma vez que todo o seu piso inferior se conservou sob os entulhos da demoli\u00e7\u00e3o. Presentemente, encontra-se a ser alvo de um projecto de investiga\u00e7\u00e3o e de valoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Associado a Conimbriga, existe o Museu Monogr\u00e1fico de Con\u00edmbriga, \u00a0criado em 1962, e localizado nas imedia\u00e7\u00f5es das ru\u00ednas, que tem como objectivo tutelar as respectivas ru\u00ednas, promover a sua exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e prosseguir a respectiva investiga\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, sendo o seu acervo composto exclusivamente pelos materiais arqueol\u00f3gicos recolhidos na cidade.<\/p>\n<p>Conimbriga corresponde presentemente a uma \u00e1rea consagrada como monumento nacional, definida por decreto-lei, em 1910.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Con\u00edmbriga constitui-se como um dos maiores complexos de ru\u00ednas romanas de Portugal, situada nas proximidades da vila de Condeixa-a-Nova, tendo sido igualmente um antigo aglomerado populacional do Neol\u00edtico, habitado na Idade do Ferro, antes de ser conquistada e romanizada, no s\u00e9culo I a. c. Os vest\u00edgios materiais encontrados na esta\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, provam a sua origem pr\u00e9-romana, assim como a presen\u00e7a celta, confirmada pela origem celta do seu top\u00f3nimo, \u00a0que significa &#8220;lugar alto e rochoso&#8221; e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,135],"tags":[],"class_list":["post-6212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-coimbra","category-locais-de-interesse-coimbra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6212"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7883,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6212\/revisions\/7883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}