{"id":8033,"date":"2011-05-11T02:14:46","date_gmt":"2011-05-11T02:14:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portugalvia.com\/?p=8033"},"modified":"2011-12-29T04:54:45","modified_gmt":"2011-12-29T04:54:45","slug":"castelo-de-guimaraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portugalvia.com\/vp\/castelo-de-guimaraes\/","title":{"rendered":"Castelo de Guimar\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/Castelo-de-Guimar%C3%A3es1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14317\" title=\"http:\/\/www.dreamstime.com\/-image20927960\" src=\"http:\/\/www.portugalvia.com\/vp\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/Castelo-de-Guimar%C3%A3es1-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/a>O Castelo de Guimar\u00e3es \u00e9 um dos maiores s\u00edmbolos da nacionalidade portuguesa e considerado uma das mais bonitas obras arquitect\u00f3nicas de Portugal, sendo a sua estrutura marcada por epis\u00f3dios que deram origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de Portugal.<\/p>\n<p>As origens do Castelo, encontram-se ligadas \u00e0 necessidade de protec\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o Vimaranes (Presentemente, Guimar\u00e3es), que pertencia ao Condado de Portucale, das tropas mu\u00e7ulmanas e tamb\u00e9m de protec\u00e7\u00e3o do mosteiro de S\u00e3o Mamede ou de Guimar\u00e3es, mandado edificar anteriormente por Mumadona Dias, esposa do conde de Portucale, Hermegildo Gon\u00e7alves, ( Mendo I).<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo X, por ordem de Mumadona Dias, que havia herdado o governo das terras do Condado de Portucale do seu marido, entretanto falecido em 950, \u00a0foi constru\u00edda a primeira estrutura militar, com uma fortaleza de protec\u00e7\u00e3o em Vimaranes.<\/p>\n<p>A estrutura, tinha como finalidade, a recolha da popula\u00e7\u00e3o, caso se verificasse um ataque mu\u00e7ulmano e tamb\u00e9m a defesa do mosteiro que mandara construir, mosteiro que recebeu igualmente diversas doa\u00e7\u00f5es por parte de Mumadona Dias, como terras, gado, rendas, livros religiosos, objectos de culto e o castelo, que na \u00e9poca era apenas uma estrutura simples.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o final do Condado de Portucale verificado em 1071 e integrado no mesmo ano, no Reino da Galiza, por morte de Nuno II Mendes ( O \u00faltimo conde do Condado de Portucale), em batalha travada com Garcia II da Galiza, na Batalha de Pedroso, em 1095, as terras de Vimaranes,\u00a0 sob o ent\u00e3o dom\u00ednio de Afonso VI de Le\u00e3o e Castela, que entretanto, as havia conquistado ao seu irm\u00e3o Garcia II, da Galiza, foram inseridas no Feudo doado pelo mesmo Rei, a D. Henrique de Borgonha, como reconhecimento pelas lutas desencadeadas contra os mouros, tendo-se ent\u00e3o, formado o Condado Portucalense.<\/p>\n<p>O Conde D. Henrique e a sua esposa, D. Teresa de Le\u00e3o, deslocaram-se para Vimaranes, tendo erguido a torre de menagem e melhorado as estruturas defensivas \u00e0 volta do Castelo, passando a ser a sua resid\u00eancia oficial.<\/p>\n<p>A estrutura ent\u00e3o existente do primitivo Castelo, era uma torre e um modesto muro de defesa, que nos finais do s\u00e9culo Xl, quando foi formado o Condado Portucalense, deveria encontrar-se num avan\u00e7ado estado de degrada\u00e7\u00e3o, tendo sido posteriormente demolida por iniciativa do Conde Henrique e substitu\u00edda por uma outra edifica\u00e7\u00e3o mais ampla e mais s\u00f3lida, que, posteriormente melhorada, veio a constituir-se no Castelo ainda hoje existente.<\/p>\n<p>Sup\u00f5e-se que no Castelo ter\u00e1 nascido D. Afonso Henriques, que no mesmo, resistiu na luta pela independ\u00eancia. Primeiro, ao ataque desencadeado em 1127 pelo Rei Afonso VII de Le\u00e3o e Castela, que cercou o Castelo, tendo posteriormente desistido de conquistar a cidade, ap\u00f3s lhe ter sido prometida a lealdade de D. Afonso Henriques, por Egas Moniz, o seu tutor.<\/p>\n<p>No ano seguinte, em 1128, no Campo de S\u00e3o de Mamede, nas imedia\u00e7\u00f5es do Castelo, \u00a0D. Afonso Henriques travou a batalha de S\u00e3o Mamede, contra as tropas de sua m\u00e3e D. Teresa e do conde Galego Fern\u00e3o Peres de Trava, insurgindo-se contra a influ\u00eancia do Reino da Galiza e tamb\u00e9m de Le\u00e3o e Castela no territ\u00f3rio do Condado Portucalense, por via da alian\u00e7a entre a sua m\u00e3e D. Teresa e o conde Galego Fern\u00e3o Peres de Trava, que por sua vez havia-se aproximado ao Rei Afonso VII de Le\u00e3o e Castela, que detinha o Reino da Galiza.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria de D. Afonso Henriques, viria a dar origem ao processo que levou ao reconhecimento da independ\u00eancia de Portugal, em 1143, pelo Tratado de Zamora, celebrado entre D. Afonso Henriques e o Rei Afonso VII de Le\u00e3o e Castela.<\/p>\n<p>No Castelo, foram efectuadas obras pelos reis D. Afonso III, D. Dinis e D. Fernando. Em 1389, D. Jo\u00e3o I, mandou erguer as torres que flanqueiam as duas portas. Devido aos progressos militares verificados ao longo dos anos, as muralhas e castelos perderam a import\u00e2ncia, tendo o Castelo de Guimar\u00e3es passado a funcionar como pris\u00e3o, no s\u00e9culo XVI e \u00a0no s\u00e9culo XVII, funcionou como palheiro de Sua Majestade.<\/p>\n<p>Em 1836, com a progressiva degrada\u00e7\u00e3o do Castelo, membros da Sociedade Patri\u00f3tica Vimaranense (associa\u00e7\u00e3o criada para promover os interesses locais) solicitaram a sua destrui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tendo, no entanto, sido aceite. Em 1881, o Castelo foi classificado como Monumento Hist\u00f3rico de Primeira Classe.<\/p>\n<p>A estrutura principal do Castelo de Guimar\u00e3es \u00e9 dominada pela torre de menagem quadrangular, localizada no centro da edifica\u00e7\u00e3o, ostentando a sua expressiva altura. Existem no Castelo, outras quatro grandes torres, de porte menor, que fortalecem a muralha. A porta principal do Castelo \u00e9 flanqueada por um par de torre\u00f5es ( torres largas), sendo que a mesma porta \u00e9 aberta a oeste, e na face oposta,\u00a0 encontra-se a porta da trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre as muralhas do Castelo, existe um amplo adarve ( caminho) com acesso interior por escadarias de pedra, ligado no seu lado oeste, por uma ponte de madeira, \u00e0 porta de entrada da torre de menagem, aberta numa altura de cinco metros. A restante estrutura, \u00e9 composta por adarves e terra\u00e7os das torres e torre\u00f5es, defendidos por parapeitos com ameias (abertura, no parapeito das muralhas do castelo). No terreiro, junto \u00e0 muralha do norte, existe uma casa de habita\u00e7\u00e3o de pequenas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Presentemente, o Castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional, atrav\u00e9s de decretos-lei publicados em 27 de Agosto de 1908 e em 1910, respectivamente.<\/p>\n<p>Em 2001, integrado no centro hist\u00f3rico de Guimar\u00e3es, o Castelo de Guimar\u00e3es, \u00e9 classificado como Patrim\u00f3nio Mundial da Humanidade pela UNESCO. &#8220;Em 2007, o Castelo foi classiicado como uma das 7 Maravilhas de Portugal.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Castelo de Guimar\u00e3es \u00e9 um dos maiores s\u00edmbolos da nacionalidade portuguesa e considerado uma das mais bonitas obras arquitect\u00f3nicas de Portugal, sendo a sua estrutura marcada por epis\u00f3dios que deram origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de Portugal. 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