Conímbriga constitui-se como um dos maiores complexos de ruínas romanas de Portugal, situada nas proximidades da vila de Condeixa-a-Nova, tendo sido igualmente um antigo aglomerado populacional do Neolítico, habitado na Idade do Ferro, antes de ser conquistada e romanizada, no século I a. c.
Os vestígios materiais encontrados na estação arqueológica, provam a sua origem pré-romana, assim como a presença celta, confirmada pela origem celta do seu topónimo, que significa “lugar alto e rochoso” e “lugar fortificado”.
O agregado urbano de Conímbriga integrou a circunscrição administrativa da Lusitânia, que se localizava entre os rios Douro e o Guadiana e que incluía aproximadamente todo o território português actual, a sul do Rio Douro, a Extremadura espanhola e parte da província de Salamanca, onde viviam os povos lusitanos, desde o Neolítico. Conímbriga encontrava-se no centro da via que ligava Bracara Augusta (Braga) a Olisipo (Lisboa).
Quando os romanos chegaram a esta região, na segunda metade do séc. I a.c., Conímbriga era um povoado florescente. Devido à paz estabelecida na Lusitânia, decorreu-se uma rápida romanização da população local, tendo-se Conímbriga tornado numa cidade desenvolvida e próspera, com belas casas, termas públicas e um Fórum, durante a ocupação romana.
No entanto, posteriormente, no seguimento da crise política e administrativa ocorrida no Império romano, Conímbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras, tendo em 465 e em 468, os Suevos capturado e saqueado parcialmente a cidade, levando a que fosse abandonada progressivamente.
Após um longo período de tempo, tendo estado esquecida, Conímbriga voltou a “reaparecer” em finais do século XIX, devido à investigação arqueológica efectuada.
As ruínas romanas de Conímbriga são conhecidas pelas suas casas, jardins e mosaicos policromos, além da muralha de grandes dimensões, das suas termas e dos restos do seu Fórum. Existem também as muralhas da cidade, os mosaicos, exemplares extraordinários de sistemas modernos fluviais, os banhos termais, bem como vários edifícios.
Na ruínas de Conimbriga, existe igualmente o Anfiteatro, que não se encontra visível para os visitantes, tendo sido um grande monumento público, destruído no final do Século III ou inícios do Século IV, quando se construiu a muralha baixo-imperial, para a qual serviu de fonte de materiais.
O edifício do Anfiteatro, com a dimensão de 90 x 60 metros e com a capacidade de albergar mais de quatro mil espectadores, foi construído no final da dinastia júlio-claudiana do Império Romano, aproveitando um canhão natural que circundava a cidade pelo Norte. È um dos monumentos em melhor estado de conservação, uma vez que todo o seu piso inferior se conservou sob os entulhos da demolição. Presentemente, encontra-se a ser alvo de um projecto de investigação e de valorização.
Associado a Conimbriga, existe o Museu Monográfico de Conímbriga, criado em 1962, e localizado nas imediações das ruínas, que tem como objectivo tutelar as respectivas ruínas, promover a sua exposição ao público e prosseguir a respectiva investigação arqueológica, sendo o seu acervo composto exclusivamente pelos materiais arqueológicos recolhidos na cidade.
Conimbriga corresponde presentemente a uma área consagrada como monumento nacional, definida por decreto-lei, em 1910.









