Aldeia Histórica de Sortelha

Localizada a 760 metros de altura, no concelho de Sabugal, é considerada uma das mais antigas e mais bem conservadas aldeias de Portugal, numa região de terrenos graníticos e de relevos acidentados. A Aldeia Histórica de Sortelha, apresenta um conjunto arquitectónico medieval.

A sua estrutura, é a de uma aldeia com casas de granito, ruas e vielas estreitas, fechada por uma cerca de muralhas e vigiada por um Castelo do séc. XIII, cujo traçado se manteve intacto durante os últimos quinhentos anos.

Todas as suas construções, casas, igrejas, o castelo e cerca defensiva, tiveram como base, o granito, passando pelo empedrado das ruas estreitas, rasgadas na rocha, em permanente desnível, sendo que toda a povoação, se encontra rodeada por uma muralha medieval.

São identificados em Sortelha, vestígios de presença humana na região, que remontam à Pré-História, povoados do final da Idade do Bronze Final, (1300-700 a.c.), vestígios da Idade do Ferro, bem como materiais do tempo da ocupação romana.

A ocupação de Sortelha, verificou-se em 1181, com o Rei D. Sancho I, “o povoador”, e em 1228, o rei Dom Sancho II, concedeu-lhe o primeiro foral, que foi reconfirmado posteriormente por D. Dinis. Dom Sancho II, promoveu a construção do Castelo de Sortelha, que teve na altura uma função de defesa da Vila e de defesa da fronteira com o Reino de Castela, que se situava no rio Côa.

Com a confirmação do foral concedido por D. Dinis e com as reformas e ampliações que foram efectuadas no Castelo, Sortelha ganhou alguma projecção na região. No entanto, com a assinatura do Tratado de Alcanizes, em 1297, entre Portugal e Castela, que restabeleceu a paz e fixou os limites fronteiriços entre os dois reinos, Sortelha passou a estar a mais de 50 km de distância da fronteira.

Com esta redefinição de fronteiras, Sortelha perdeu a sua importância estratégica. Posteriormente, em 1510, o rei D. Manuel, dinamizou um novo movimento de restauração, concedendo-lhe novo foral, com o objectivo de fomentar o seu repovoamento e desenvolvimento económico.

Posteriormente, Dom João III, elevou a vila medieval a condado em favor de Luís da Silveira, Guarda-mor do Rei, cujo corpo repousa na Igreja Matriz de Góis num túmulo da renascença. Em 1617, o condado, foi extinto.

A muralha e o castelo voltaram a ser reconstruídos durante a Guerra da restauração, entre 1640 e 1648. Em 1855, o concelho foi extinto, passando para a vila do Sabugal. Em 1910, o seu Castelo, foi considerado como Monumento Nacional.

http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/

http://web.cm-sabugal.pt/

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