O Santuário Naciona
l de Cristo Rei (ou, Cristo Rei) é um santuário e monumento religioso dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, localizado, desde 1959, na freguesia do Pragal, no concelho de Almada, voltado para a cidade de Lisboa, num monte sobranceiro ao Rio Tejo, erguendo-se a 113 metros do mesmo rio, de braços abertos, num gesto acolhedor.
A partir do Monumento, que é considerado como o melhor miradouro com vista sobre Lisboa, podem-se visualizar vistas deslumbrantes da mesma cidade, de Almada e da Barra do Tejo, bem como, da Baía do Seixal, do Mar da Palha, da Serra da Arrábida e do Castelo de Palmela, da Serra de Sintra, com o seu Palácio da Pena e da zona do Santuário do Cabo Espichel, em Sesimbra. Todo o seu conjunto, apresenta 110 metros de altura, sendo 28 da imagem e 82 do pedestal. A base do Monumento tem 625 m2, correspondendo a 25 metros por cada face.
A imagem do Santuário, da autoria do Mestre Francisco Franco, assenta sobre um pedestal constituído por quatro pilares em forma de arco, que representam os quatro pontos cardeais. Uma vez que o arco, é a expressão arquitectónica da ideia do triunfo, os pilares, simbolizam o triunfo da realeza universal de Cristo sobre todo o mundo, o qual, encontra-se representado pelo anel que circunda todo o Monumento.
O projecto, teve como autores, o arquitecto António Lino e o Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro, sendo que a imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, pertence ao Mestre Leopoldo de Almeida.
A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei, surgiu no ano de 1934, aquando de uma visita realizada pelo então então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, ao Brasil. Ao passar pela cidade do Rio de Janeiro, o referido Cardeal, viu a imponente imagem do monumento de “Cristo Redentor” do Corcovado ( inaugurado em 1931) e logo aí, “nasceu” o desejo de construir uma obra semelhante em frente à cidade de Lisboa. Em 1936, o mesmo Cardeal, transmitiu ao “Apostolado de Oração” (actualmente, Rede Mundial de Oração do Papa), a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei, sendo que a ideia, foi acolhida de uma forma entusiástica.
Para ser considerado como Nacional, o Monumento precisava da aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses, sendo que tal sensibilização, foi proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma do ano de 1937. No decurso da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, a ideia da construção do Monumento a Cristo Rei ganhou um novo sentido e vigor, tendo a 20 de Abril de 1940, os bispos nacionais, formulado no final do seu Encontro anual, em Fátima, um voto de construção de um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, caso “Portugal fosse poupado da Guerra”.
Cerca de um ano após o final da Segunda Guerra Mundial, mais concretamente, a 18 de Janeiro de 1946, na Pastoral Colectiva, o Episcopado português, declarou formalmente ter feito a promessa de erguer o Monumento a Cristo Rei, sendo que a partir de então, a campanha de angariação de fundos intensificou-se activamente para a construção do Monumento, que contou com a participação de todas as crianças portuguesas. A campanha, denominou-se de “Pedras Pequeninas”, tendo- se estendido desde 1939 até 1958. Ao longo do ano, as crianças iam renunciando a algo, colocando a renúncia num mealheiro que, posteriormente, era depositado no Presépio das suas Paróquias no dia dos Santos Inocentes (a 28 de Dezembro). A mesma Campanha rendeu, na altura, o equivalente a cerca de 7.500,00 euros actuais.
No dia 18 de Dezembro de 1949, foi lançada a 1ª Pedra do Monumento a Cristo Rei, que levou quase dez anos a ser construído. Dois anos depois, iniciaram-se os trabalhos das respectivas fundações e no ano de 1952, foi iniciada a construção dos alicerces. No total, foram utilizados cerca de 40 mil toneladas de betão, através de um sistema de edificação, através de andaimes. Depois de construído, foi esculpido à mão num trabalho de minúcia, desenvolvido a mais de cem metros do chão.
A 17 de Maio de 1959 (Dia de Pentecostes), perante a imagem de Nossa Senhora de Fátima, foi inaugurado o referido Monumento, com a presença de todo o Episcopado Português, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques (actual Maputo), bem como das autoridades civis e de 300 mil pessoas. Sua Santidade, o então Papa João XXIII, fez-se presente por Radiomensagem.
Na porta principal do monumento, encontram-se os “Dez Mandamentos”, em bronze, da autoria do Arquitecto Sousa Araújo, inaugurado em 2008. No interior, no hall de entrada, existem dois quadros a óleo que representam a Queda do Muro de Berlim e a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa João Paulo II, em 1984. No interior dos quatro pilares do Monumento, encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Paz, inaugurada em 2006, contando para tal, com a colaboração do Arquitecto João de Sousa Araújo.
No interior do Monumento, encontram-se ainda, a Sala Beato João XXIII, dedicada ao Papa beato João XXIII; a Capela do Santíssimo Sacramento; a Capela dos Confidentes, inaugurada em 2008; a Sala da Misericórdia, inaugurada em 2009; a Sacristia; o Elevador, que transporta os visitantes até ao último piso; a Loja das Recordações e o Terraço, com uma vista panorâmica, esplendorosa para zonas da Área Metropolitana de Lisboa e Serra da Arrábida.
Exteriormente, existem o Edifício do Acolhimento, à entrada do Monumento, com a função de saudar os visitantes e onde funcionam a Reitoria e os Serviços Administrativos, dispondo ainda de uma Capela, Salas de Reuniões e galerias para exposições; Cruz Alta, provinda do Santuário de Fátima, em 2007 e a Via- Sacra Exterior, com as suas 14 estações, inaugurada em 2008, na Capela do Monumento, que em cada Estação faz uma correspondência à Paixão de Cristo com a situação do mundo actual.
Desde 1984, ano da comemoração dos 25 anos da inauguração do Santuário de Cristo Rei, sucederam-se várias alterações ocorridas no Monumento, e que teve início com a aprovação de um Plano Geral de Ordenamento para os terrenos do mesmo Santuário, da autoria dos arquitectos Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes. Do mesmo projecto, foi construído o Edifício de Acolhimento do Santuário.
Em Junho de 1999, a administração do Santuário foi transferida para a tutela da Diocese de Setúbal, tendo sido dada prioridade ao restauro do Monumento, com o apoio técnico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Cinco anos depois, em Junho de 2004, foi inaugurado um refeitório com a capacidade para 150 pessoas e duas camaratas para jovens com capacidade para onze raparigas e dez rapazes. A 17 de Maio de 2005, foi inaugurado o Salão Polivalente João Paulo II, composto por um refeitório para 150 pessoas e uma sala para 80 pessoas e que funciona na cave do Monumento.
No mesmo dia, entrou em funcionamento o “Espaço Jovem”, composto por duas camaratas com capacidade, uma para 22 e outra para 30 pessoas, um refeitório para 55 pessoas e uma cozinha. Todos os mesmos equipamentos, foram concretizados para melhor atender os peregrinos que visitam o monumento em grupos organizados, nomeadamente Retiros e Recolecções.
Em 2006, iniciaram-se os melhoramentos no Monumento a Cristo Rei, concretamente, a 17 de Maio, foram inauguradas as obras na Capela de Nossa Senhora da Paz, contanto para tal, com a colaboração do Arquitecto João de Sousa Araújo.
A 17 de Maio de 2007, foi inaugurada uma estátua do Anjo de Portugal, da autoria do arquitecto João de Sousa Araújo. Inaugurou-se, igualmente, o espaço envolvente da zona do elevador e a Sala Beato João XXIII, que contém oito quadros a óleo alusivos à Encíclica “Pax in Terris”, da autoria do mesmo Papa, ambos, da autoria do mesmo arquitecto. No mesmo dia, foi colocada em frente ao Monumento a antiga Cruz Alta do Santuário de Fátima, oferecida ao Santuário de Cristo Rei e meses mais tarde, em 25 de Novembro de 2007, foi inaugurada a remodelação da Sacristia Principal da Capela do Monumento, incluindo o restauro da maqueta original da imagem de Cristo Rei, do escultor Francisco Franco.
No dia 17 de Maio de 2008, deu-se início à inauguração da “Capela dos Confidentes do Coração de Jesus” contendo as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, São João Eudes, Beata Maria do Divino Coração e Santa Faustina Kowalska. Neste dia também foram inaugurados os “Dez Mandamentos” em bronze, tendo sido colocados no frontal principal do monumento.
A 6 de Janeiro de 2009, foram inaugurados, na Capela do Santíssimo Sacramento, dois quadros alusivos às revelações que Jesus fez a Santa Margarida Maria Alacoque, e um outro que encima o Sacrário ( Pequeno cofre colocado sobre o Altar).








